Na Intimidade Doméstica

    A história do bom samaritano, repetidamente estudada, oferece conclusões sempre novas.

    O viajante compassivo encontra o ferido anônimo na estrada.

    Não hesita em auxiliá-lo.

    Estende-lhe as mãos.

    Pensa-lhe as feridas.

    Recolhe-o nos braços sem qualquer idéia de preconceito.

    Condu-lo ao albergue mais próximo.

    Garante-lhe a pousada.

    Olvida conveniências e permanece junto dele, enquanto necessário.

    Abstém-se de indagações.

    Parte ao encontro do dever, assegurando-lhe a assistência com os recursos da própria bolsa, sem prescrever-lhe obrigações.

    Jesus transmitiu-nos à parábola, ensinando-nos o exercício de caridade real, mas, até agora, transcorridos quase dois milênios, aplicamo-la, via, de regra, às pessoas quê não nos
    comungam o quadro particular.

    Quase sempre, todavia, temos os caídos do reduto doméstico.

    Não descem de Jerusalém para Jericó, más tombam da para a desilusão e da alegria para dor, espoliados nas melhores esperanças, em rudes experiências.

    Quantas vezes, surpreendemos as vítimas da obsessão e do erro, da tristeza e da provação, dentro de casa!

    Julgamos, assim, que a parábola do bom Samaritano produzirá também efeitos admiráveis, toda vez que nos decidirmos a usá-la, na vida íntima, compreendendo e auxiliando aos vizinhos e companheiros, parentes e amigos sem nada exigir e sem nada perguntar.


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