Caridade Essencial

    E a caridade é esta : que andemos segundo os seus mandamentos.
    Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes; que andeis nele".
    João. (II João, 6.)

    Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.
    Quem dá o pão ao faminto, a água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino, em qualquer setor da existência ou da religiosa a que foi chamado.
    A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.
    Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem. São vestiduras diferentes de uma virtude única. Conjugam-se e completam-se num todo nobre e digno.
    Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternal.
    Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessões benditas.
    Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos. Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do
    Divino Mestre, no Evangelho. É a caridade de vivermos verdadeiramente nEle para que Ele viça em nós. Sem este, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho na , estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos de luz.


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