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Dizes-te, às vezes, pobre e sem recursos,
Que ninguém te sorri...
Entretanto, não vês que trazes, ao dispor,
Um tesouro de vida superior,
Que podes espalhar, começando de ti.

Ergue-se de teu verbo o ensejo santo
De transmitir o bem a quem te escuta
Exterminando o mal...Guardas, portanto,
A magia do Céu e o doce encanto
Da voz que estende a paz e extingue a luta.
Tens nos olhos e ouvidos sentinelas,
De modo a ver em ti e, em derredor,
Os males a vencer, rixas e bagatelas,
Na construção do bem pela qual te desvelas,
Em louvor do melhor.

Tens nas mãos duas harpas prodigiosas
Capazes de entoar a melodia,
Da beleza, do amor e da alegria,
Criando arte e cultura, luz e rosas
Ao sol de cada dia.

Dizes-te, às vezes, pobre e sem recursos,
Que ninguém te sorri...
No entanto, tens contigo, seja em qualquer lugar,
A bênção de servir e trabalhar,
A riqueza mais alta que já vi.


Por: Maria Dolores, Do livro: Alma e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier


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