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Na sombra abjeta e espessa das estradas,
Vive o homem da Terra adormecido,
No horrendo pesadelo de um vencido
Entre milhões de células cansadas.

Prantos sinistros! Loucas gargalhadas,
Pavorosos esgares de gemido,
E lá vai o fantasma embrutecido
Pelas sombras de lôbregas jornadas.

Homem da Terra! Trágico segredo
De Miséria, de Horror, de Ânsia e de Medo,
Feito à noite de enigma profundo!...

Anjo da Sombra, mísero e perverso,
És o sentenciado do Universo
Na grade organogênica do mundo.


Por: Augusto dos Anjos, Do livro: Parnaso de Além-Túmulo, Médium: Francisco Cândido Xavier


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