Aborto e Clonagem

    Eis dois temas atuais que ocupam nossa mídia. O primeiro deles, inclusive, é objeto de acirradas discussões – com grupos favoráveis e contrários – na Câmara dos Deputados, visando a legalização do aborto no Brasil, devido a Projeto que tramita há 14 anos. Já a clonagem é assunto de grande interesse da ciência, igualmente alvo de discussões em todo o planeta, além das comunidades científicas.

    Discussões a parte, ponderemos, em tese'>síntese, de ambos os assuntos à luz da Doutrina Espírita:

    a) Aborto – A Doutrina Espírita é clara e tem posição definida. Na resposta (em pergunta específica sobre o tema) à questão 358, de O Livro dos Espíritos, a informação não deixa dúvidas: “Há crime sempre que transgredi a Lei de Deus (...)”. Ora, independente de argumentos de direitos sobre o próprio corpo, liberdade pessoal e mesmo legislação humana nos países, o aborto é violência e crime contra quem não pode se defender. E toda violência é agressão à lei de amor estabelecida pelo Criador, com conseqüências variáveis para cada caso. Temos que nos respeitar mutuamente. Não há outro caminho. E esse respeito inclui gestantes, fetos e qualquer pessoa ou ser vivo do planeta. O assunto é vasto e comporta diversas abordagens.

    b) Clonagem – A evolução e o progresso são inevitáveis. Não há como impedir que as pesquisas prossigam e que o conhecimento avance. Deus permite os avanços da Ciência justamente para propiciar o progresso humano. Em tudo, porém, há que prevalecer o respeito à natureza, o uso da ética e da justiça. Toda vez que houver prejuízos físicos e morais a terceiros, há que se rever procedimentos. O assunto ainda está imaturo, vive fase de estudos e não há consenso total entre pesquisadores sobre fundamentos, perspectivas, riscos e procedimentos. Todavia, há que se considerar que poderemos clonar (dentro dos avanços que a ciência alcançar) órgãos e corpos, mas jamais clonaremos espíritos ou personalidades. Os espíritos são únicos, indivisíveis, com tendências, gostos e estágios intelecto-morais distintos; O fato patente, porém, é que Deus permite tais progressos (como tantos outros, em inúmeras outras áreas) para que avance a Humanidade, sempre considerando os méritos que vamos alcançando, mas somos responsáveis pela direção que imprimimos às próprias conquistas.

    É extraordinária a Doutrina Espírita. Permite-nos analisar qualquer assunto humano, mas sempre nos solicita que o façamos com responsabilidade, bom senso e lógica.


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