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O caminho mais humilde,
Seja na vila ou na serra,
É convite carinhoso
Que o Pai traçou sobre a Terra.

Qualquer estrada do mundo
É sugestão de bondade,
Por trazer às criaturas
Os bens da fraternidade.

É a chave silenciosa
Das mais belas ligações,
Que aproxima os interesses
No elo dos corações.

A avenida na cidade,
Em luz quente, clara e viva,
É chamamento mais forte
Para a união coletiva.

Se o caminho é do trabalho
No labor do ganha-pão,
É trilho amado e bendito
De muita satisfação.

Se é traço rude e singelo,
Aberto no campo em flor,
Abre acesso à Natureza –
A eterna mestra do amor.

Há caminhos para o templo,
Para o lar, para a oficina,
Todos eles são recursos
Da Providência Divina.

A excelsa sabedoria
Jamais esqueceu ninguém,
Dispondo todas as sendas
Para a luz e para o bem.

Somente o homem da Terra,
Na ambição negra e fatal,
Abusa dos dons do Céu,
Caminhando para o mal.

Ditoso quem reconheça
Em toda estrada uma luz,
Quem conduz à claridade
Do Caminho, que é Jesus.


Por: Casimiro Cunha, Do livro: Cartilha da Natureza. Médium: Francisco Cândido Xavier


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