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Aquele que realmente conhecia a si mesmo, passando entre os homens, nunca perdeu de vista o esquecimento incondicional, diante da injúria e da violência.

Repelido – desculpava.
Ironizado – compreendia.
Desprezado – auxiliava sempre.
Aprisionado sem – não recorreu à justiça.
Espancado – abençoava os próprios verdugos.
Escarnecido – orava em silencio pedindo ao Céu a paz dos perseguidores.
Condenado à morte sem culpa – esqueceu a suprema afronta.
E içado à cruz entre salteadores – estendeu o perdão puro e simples, rogando ao Pai Celeste amparasse aos que se Lhe erigiam no monte da crucificação em frios carrascos.

Tudo isso aconteceu com Ele, o Cristo de Deus e Governador Espiritual do Mundo, coroado de espinhos.

Entretanto, por Sua serenidade, ensinou aos aprendizes do Seu Evangelho de Redenção, a viverem no mundo com a bênção do amor, a fim de que todos nós, aprendamos, por fim, a ressurgir da morte, não possuídos pela estreiteza de existência nos planos inferiores da carne, mas, sim, possuindo, além túmulo, a alegria triunfante da vida vitoriosa.


Por: Emmanuel, Do livro: Vida e Caminho, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos


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