
Vigilância, por André Luiz
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Vivias manietado a auto idolatria e eras cercado por comensais
do erro e da cizânia.
Crias que o mundo girava a tua volta e teus pajens estimulavam-te a esta crença
fugidia que te levou a desterro e decepções.
Dominavas o mundo das formas e dormias com a ignomínia e a ignavia e, no entanto
ao longe uma alma bendita zelava por ti e esperava-te após o sono torturante dos
pecadores.
Eras senhor de exércitos e dominastes metade do mundo e todos se detinham sobre
a égide de tua voz e não ousavam atravessar tua sombra, porem...
Vieram as múltiplas reencarnações e teu ego foi dominado pela verdade de um
hebreu humilde e manso.
Cambaleante apesar da sinceridade de propósitos que se iniciava em tua
personalidade, olhava-O desejando segui-Lo, no entanto ainda acumpliciado com a
vaidade negava-O desejando fugir dEle.
Via-O na condição de um moço ilibado e representante de uma força que
acreditavas conhecer e seguir, no entanto Ele falava do Pai e de suas Leis, como
nunca ouviste rabino algum falar.
Acompanhava-O sublimado entre mendigos, ladrões e mulheres de vida infeliz, e
não conseguias entender como um homem santo como aquele poderia deter-se a
miseráveis desclassificados.
Possuais a mente conturbada e Ele vinha em teu auxilio, no silencio da noite e
na penumbra de teus sonhos.
Acordavas banhado pela piedade e pelo renascimento, no entanto vias a face do
mundo e declinavas na indiferença e na soberania infame de Mamon.
Como muitos que hoje se encontram a teu lado, na palavra que levantas e na
doutrina que abraças,Vistes o Cristo e Ele já te conhecia.
Quis ama-Lo e Ele jamais te negou as mãos.
Olhou-O acoitado, quis vinga-Lo, mas os ensinamentos falavam em perdão.
Enclausurado em tua razão humana, acreditavas que a pena de talião era a chibata
necessária para a turbainerte.
Ignorante das verdades maiores passastes pelos séculos revoltado frente à Lei do
Amor que crias ter abandonado o Anjo.
Impassível aos homens, irmãos teus como O carpinteiro humilde, afastaste-te
Dele.
Possuais muitos a teu comando, milhares a te idolatrarem, no entanto querias a
Ele, mas não conseguias entender Sua doutrina de amor e submissão as Leis do
Eterno.
Detinhas respeito, medo e.ódio.Conquistastes algumas simpatias sinceras, no
entanto, nunca um amigo como Aquele.
Indo e voltando ao campo provacional pouco a pouco a atitude cristianizada veio
se desenvolvendo em tua vida, tal como acontecera’ um dia com aqueles que ainda
fazem-se surdos a tua expectativa atual.
Assim existem muitas almas que jornadeiam no mundo... Cruzam as fronteiras das
reencarnações, aviltadas, soberanas, ensimesmadas, dedicadas, orgulhosas,
decaídas, no entanto demoram séculos para entender que tudo de que necessitam
para alcançar a felicidade se encontra na vivencia da formosa conduta cristã.
Simpatias e amizades pode alguém conquistar no mundo, no entanto nenhuma amizade
será tão dadivosa e renunciadora quanto à amizade de Jesus pelos homens e
mulheres que necessitam Dele.
Renunciando a condições hegemônicas de mansidão e angelitude, Ele, o paladino da
verdade e da paciência, desceu a Terra na veste de um carpinteiro solitário e
enfrentou as dores inerentes ao corpo físico.
Imolou-se em compreensão e deixou-se martirizar se num madeiro onde apenas
homens infames eram levados, no entanto perdoou a todos sem distinção.
Ensinou que não há amizade maior do que a de um amigo dar a vida por outro e
assim, vivendo entre os apóstolos deu-se a eles integralmente e morto, voltou
para eles.
Frente à mulher tida como adultera, Jesus sabedor de seus deslizes passados, não
culpou-a, no entanto exaltou-lhe a fé e a reformulação ante a vida de quem nasce
de novo em moral e verdade,
Diante de Nicodemus bar Nicodemo, falou-lhe com simplicidade, no entanto o amigo
que o procurou amedrontado na calada da noite nos muro de Cédron, não entendeu
Sua lição de renascimento na carne e do espírito.
Ante a equivocada da cidade de Magdala renovou-lhe à vontade reconhecendo sua
sincera humildade.
Frente ao centurião reconheceu nele a humildade e a confiança em sua mensagem.
Diante do garboso homem rico, pediu-lhe que procurasse algo mais que a vaidade
da raça.
A Pilatos absolveu-lhe do sonho de Claudia sua esposa.
A Joana declinou-lhe a importância de servir a Deus no seio familiar, com
amizade e destemor.
A Judas dedicou-lhe a descida ao vale dos sofredores e a seu turno
impulsionou-lhe a mediunidade libertadora e amiga.
A Publio penetrou-lhe a alma com dedicada compaixão.
A Paulo prodigalizou-lhe o trabalho de amizade a seus irmãos imaturos das
igrejas iniciantes.
Assim e’ a vida daqueles que encontram em Jesus o amigo incondicional das horas
de tristeza e conforto espiritual.
Jesus continua a ser o roteiro seguro a quantos desejam libertar-se das
aparências do mundo, trocando os gracejos pueris e os sorrisos falseados pela
certeza da luta para a caminhada libertadora, onde toda suplica recebe a devida
resposta e Ele continua a dizer:
” Chamo-vos de amigos, pois tudo que ouvi de meu Pai vos dei a entender ".
Assim, escolha teu tipo de amizade e o que mais acrescenta em tua caminhada de
espírito imortal, se as honrarias mundanas, ou a simplicidade majestosa do
Cristo o amigo fiel de todas as horas e de todas as vidas.
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