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Carrega sem revolta a cruz que te aguilhoa
Às pedras e espinheiros da subida!...
Se aceitaste Jesus, transfiguraste a vida
E o suor no madeiro é a luz que te abençoa.

Olha ao redor da senda em que transitas
As criaturas vestidas de embaraços;
Largaram-se da cruz com os próprios braços
E te acenam, de longe, anônimas e aflitas.

Algumas em te vendo os passos vacilantes
Zombam de ti com impropérios e insultos,
Conservando, no entanto, os tormentos ocultos
Dos remorsos no fel de lágrimas constantes.

Ouves na retaguarda injúrias, desatinos...
E elevas-te agüentando a cruz pesada,
Demonstrando a humildade aos amigos adultos
E falando de amor aos pequeninos.

Mostras a robusta aos homens desatentos...
A viagem é longa, em longos trechos brutos,
Chegas, porém, ao topo, em passos diminutos,
A esquecer-te dos pés doridos e sangrentos...

Do topo para a frente é tudo primavera,
A natureza brilha; É a força de outra luz.
E buscas, Mais além, o abraço de Jesus,
O Servidor Divino que te espera!...


Por: Maria Dolores, Do livro: Preito de Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier


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