Milênio da Fraternidade

    A criança que surge no caminho, à maneira de ovelha desgarrada do imenso rebanho social, soçobra no oceano encapelado das desditas.
    Com frio, com fome, com agonia, ela retrata nas mãos, e nos lábios arroxeados, a imensa recusa dos corações que se fecharam no mausoléu da impiedade, aspirando apenas o ar dos enganos e das futilidades.
    Que a alma, que consegue vislumbrar o ideal maior, se prenda ao olhar deste guri e programe uma nova vida.
    Uma nova toada para as cantigas.
    Uma nova aurora para as aves sem ninho.
    Uma nova vida feita de emoção do lar aconchegante;

    - da comida fumegante
    - do agasalho macio
    - da coberta acolhedora
    - do lume no fogão mostrando o amor de todos para todos.
    Não é apenas canção.
    Ah! Eu gostaria
    De cantar em versos
    Para meu Brasil 500, 
    Fazendo deste solo abençoado,
    Acolchoado de verdes prados 
    Enfeitado de cachoeiras e lagos, 
    A mesma emoção, da mesma canção. 
    Mostrando ao mundo inteiro
    Que este Milênio, que vai acontecer
    Não encontre crianças esquecidas ou desamparadas,
    Mas a certeza de que, da grande nação,
    - Desperte o vulto altaneiro
    - Que jaz em todo coração.
    - Do brasileiro que pensa,
    - Do brasileiro que ama,
    - Do brasileiro que sofre
    - E que descobre:
    Que é tempo! Sempre é tempo de não ecoar apenas a canção.
    Mas de unir as mãos, juntos, alegremente.
    E fazer de fato
    Do meu Brasil 500
    Uma gigante Nação. 
    Que Deus nos abençoe.
    Com carinho e gratidão,


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