A Brandura

    Asserena-te e vara a desventura
    No caminho de dor, áspero e azedo;
    Serenidade – o lúcido segredo
    Em que a vida se eleva e transfigura.

    Tudo cresce na força da brandura.
    A água desgasta os punhos do rochedo;
    Olha a chuva cantando no arvoredo,
    A transfundir-se em pão, bondosa e pura.

    De coração batido e lodo à face,
    Inda que o fel da injúria te traspasse,
    Semeia o bem que as mágoas alivia...

    Mesmo trazendo o peito por cratera,
    Suporta, ampara e crê, ajuda e espera,
    Que amanhã será sempre novo dia.


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