Cristãos Sem Cristo

    "Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei" JESUS - MATEUS, 11:28.


    Reverencia o Divino Mestre, com todas as forças da alma, entretanto, não menosprezes honrá-lo na pessoa dos semelhantes.

    Guarda-Lhe as memórias entre flores de carinho, mas estende os braços aos que clamam por ELE, entre os espinhos da aflição.
    Esculpe-Lhe as reminiscências nas obras-primas da estatuária, sem qualquer intuito de idolatria, satisfazendo aos ideais de perfeição que a beleza te arranca aos sonhos de arte, no entanto, socorre, pensando NELE, aos que passam diante de ti, retalhados pelo cinzel oculto do sofrimento.
    Imagina-Lhe o semblante aureolado de Amor, ao fixá-LO nas telas em que se te corporifiquem os anseios de luz, mas suaviza o infortúnio dos que esperam por ELE, nos quadros vivos da angústia humana.
    Proclama-Lhe a glória imperecedoura no verbo eloqüente, mas deixa que a sinceridade e a brandura te brilhem na boca, asserenando, em seu nome, os corações atormentados que duvidam e se perturbam entre as sombras da Terra.
    Grava-Lhe os ensinamentos inesquecíveis, movimentando a pena que te configura as luminosas inspirações, no entanto, assinala as diretrizes dele com a energia renovadora dos teus próprios exemplos.
    Dedica-Lhe os cânticos da fidelidade e louvor que te nascem da gratidão, mas ouve os apelos dos que jazem detidos nas trevas, suplicando-LHE liberdade e esperança.
    Busca-Lhe a presença, no culto da prece, rogando-LHE apoio e consolação, no entanto, oferece-LHE mãos operosas no auxílio aos que varam o escuro labirinto da agonia moral, para os quais essa ou aquela ninharia de tuas facilidades constitui novo estímulo à paciência.

    Através de numerosas reencarnações, temos sido cristãos sem Cristo.

    Conquistadores, não nos pelávamos de implorar-LHE patrocínio aos excessos do furto.
    Latifundiários cruéis, não nos envergonhávamos de solicitar-lhe maior número de escravos que nos atendessem ao despotismo, em clamorosos sistemas de servidão.
    Piratas, dobrávamos insensatamente os joelhos para agradecer-LHE a presa fácil.
    Guerreiros, impetrávamos DELE, em absoluta insanidade, nos inspirasse o melhor modo de oprimir.

    Agora que a Doutrina Espírita no-lo revela por mentor claro e direto da alma, ensinando-nos a responsabilidade de viver, é imperioso saibamos dignificá-Lo na própria consciência, acima de quaisquer demonstrações exteriores, procurando refleti-Lo em nós mesmos.

    Entretanto, para que isso aconteça,
    é preciso, antes de tudo,
    matricular o raciocínio na escola da caridade,
    que será sempre a mestra sublime do coração.


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