O Remorso

    Quando fugi da dor, fugindo ao mundo,
    Divisei aos meus pés, de mim diante,
    A medonha figura de gigante
    Do Remorso, de olhar grave e profundo.

    Era de ouvir-lhe o grito gemebundo,
    Sua voz cavernosa e soluçante!...
    Aproximei-me dele, suplicante,
    Dizendo-lhe, cansado e moribundo: –

    “Que fazes ao meu lado, corvo horrendo,
    Se enlouqueci no meu degredo estranho,
    Acordando-me em lágrimas, gemendo?”

    Ele riu-se e clamou para meus ais:
    “Companheiro na dor, eu te acompanho,
    Nunca mais te abandono! Nunca mais!”


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