Alma e Corpo

    Disse a Alma, chorando,, ao Corpo aflito:
    _ Por que me prendes, triste barro escuro,
    Se busco o Espaço imenso, se procuro
    O império resplendente do infinito?

    Por que me deste a dor por sambenito
    No caminho terrestre áspero e duro?
    Por que me algemas a sinistro muro,
    O coração cansado, ermo e proscrito?

    Mas o Corpo exclamou: _ Cala-te e ama!
    Eu sou, na Terra, a cruz de cinza e lama
    Que te serve de ninho, templo e grade...

    Mas dos meus braços partirás, um dia,
    Para a glória celeste da alegria,
    Nos castelos de luz da eternidade!...


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