A Importância da Ação

    Certa vez participei como palestrante convidado de um seminário espírita onde procurávamos caminhos para a melhor evolução do Espiritismo. Lancei algumas idéias que, segundo pesquisa posterior feita pela própria comissão organizadora, foram aprovadas pelo público.

    Um dos responsáveis pelo evento, julgando que minhas idéias poderiam ser colocadas em prática, convidou-me para ir à Brasília e também a outras regiões do país para começarmos um intenso movimento, no sentido de melhor divulgá-las.

    Prontamente, aceitei o desafio.

    Aceitei o convite.

    Desde 1.997 estou aguardando a concretização do que foi combinado.

    A coisa ficou só no convite.

    Nós, os participantes daquele seminário, perdemos tempo.

    Houve um intenso trabalho prévio para organizar aquele seminário, os palestrantes perderam horas ou dias de estudo e preparo.

    Para quê?

    Para nada.

    Parece que o objetivo era só realizar o seminário.

    Percebi, mais uma vez, que o Movimento Espírita é bom ( não vou dizer ótimo ) para preparar previamente um congresso ou seminário, é regular ( não vou dizer bom ) para fazer acontecer o congresso ou seminário, mas não é eficaz para tirar do seminário conclusões e ações práticas, próprias de pessoas fazedoras.

    Interessante é que tenho percebido que após o término de um Congresso, a preocupação maior passa a ser a preparação do próximo Congresso. E as ações conseqüentes de um Congresso como ficam?

    Nos treinamentos que dou em empresas, a parte mais importante não é o preparo prévio do evento; a parte mais importante também não é o evento em si, a parte mais importante são as ações práticas pós-evento. Será que no Movimento Espírita também não poderia ser assim?


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