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Sim, amigo leitor, é preciso voltar inúmeras outras vezes. Para continuar o progresso moral e intelectual, refazer os equívocos, colaborar com o bem-estar e harmonia do planeta, usar nossos talentos para beneficiar a coletividade e especialmente adquirir mais experiências visando a meta final. Sobre esta comentaremos ao final.
Os que negam essa necessidade de voltar, o fazem por desconhecer sua finalidade. Somente esse retorno ao planeta é que justifica as diferenças sociais, intelectuais, morais, as condições desiguais que se apresentam nas variadas nações e somente através deste retorno é que se faz a devida justiça da igualdade.
Pensemos bem. Vivemos e temos relativa liberdade. Essa relativa liberdade oferece-nos diferentes opções de vivência e relacionamento. Uns preferem o caminho da desonestidade, da vaidade, do orgulho, do egoísmo, do apego aos valores materiais, até do roubo, do crime, da corrupção. Outros preferem estudar, aprimorar o intelecto e dedicar seu tempo para as importantes conquistas da ciência ou dos labores educativos. Outros ainda renunciam a si mesmos e dedicam a vida aos necessitados que se espalham no planeta sobre variadas denominações que podemos dispensar nesse texto, pois o leitor já sabe quais são...
Mas há ainda os que se tornam líderes. Dessa possibilidade do poder e da autoridade nas mãos, uns abusam, outros usam seu tempo de poder para espalhar benefícios em prol da coletividade. Há, contudo, os que nascem deficientes (de diversas origens) ou vivem doentes (em sua variada classificação), os que vivem em extrema miséria (sem qualquer possibilidade de aprendizado ou atuação) e também os que se destacam pelas artes, pela cultura, etc. Por que, afinal, tantas diferenças? E como alcançar a igualdade de oportunidades? Como viver com justiça diante de tantas diferenças?
Bom, por isso, é que é preciso voltar. Voltar para continuar aprender e colaborar na grande obra de Deus: a vida e sua permanente evolução. A reencarnação é apenas isso: a renovação das oportunidades de trabalho e crescimento. Estão equivocadas as afirmações de que a reencarnação visa “pagar dívidas do passado” ou “nascemos para sofrer”. Nada disso. Nascemos para construir a própria felicidade, em continuadas existências. O ser, porém, é o mesmo, elaborando o próprio aperfeiçoamento moral e intelectual.
Em virtude da vontade, do esforço, do interesse de cada um, ou, é claro, da indiferença ou comodismo, rebeldia e erros do passado é que encontramos tantas diferenças no planeta. Cada um constrói a própria vida, de acordo com o direcionamento que imprime nos próprios passos.
A meta final, estabelecida pelo Criador, não é outra senão a felicidade, alcançada pelo mérito do esforço próprio. Felicidade que significa plenitude de amor e intelecto, ou seja, do amor e da sabedoria.


Por: Orson Carrara, Texto enviado pelo próprio autor para publicação em nosso site


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