O Apostalado no Medicina

    Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito lhe bate à porta.
    Ou que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e se achar fatigado,
    Ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, por ficar longe ou no morro;
    o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro.
    Esse não é médico, é negociante de medicina.
    Que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura.
    Esse é um desgraçado que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vais e vens da vida.


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