Coisas Mínimas

    Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas. 
    Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura. Um sábio não pode esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.
    Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não forem devidamente consideradas e compreendidas.
    De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência, pelos destinos dramáticos e empolgantes.
    Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as pedras salientam-se na estrada comum.
    Convém, desse modo, atender as coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.
    A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando omite um verso.
    Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos. Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, porque estais ansiosos pelas outras?”


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