Suicídio agora é caso de saúde pública

O suicídio cresceu no Brasil no período entre 1994 e 2004. O Ministério da Saúde divulgou um estudo inédito e iniciou uma ampla estratégia de prevenção, inclusive com a criação de um site na Internet. A FEB - que mantém uma campanha em Defesa da Vida - foi autorizada pelo Ministério a publicar os dados do estudo e informa sobre a visão espírita acerca do suicídio. Abaixo estão os textos sobre o estudo e a estratégia de prevenção. Para ler os textos com a visão espírita e os manuais de orientação da Organização Mundial de Saúde visite www.febnet.org.br/campanhas e clique no menu "Defesa da Vida".


Estudo mostra crescimento dos casos de suicídio no Brasil
O aumento dos registros de suicídio na última década e as altas taxas entre idosos e indígenas foram decisivos para que o Brasil se tornasse o primeiro país da América Latina a ter uma estratégia nacional voltada à prevenção do suicídio, que passa´a ser tratado como problema de saúde pública.
Portaria do Ministério da Saúde no "Diário Oficial" da União instituiu diretrizes nacionais voltadas à prevenção e deu 120 dias para a regulamentação. Estudo feito pelo Ministério aponta que, enquanto a taxa nacional está dentro do índice considerado baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a proporção entre maiores de 60 anos e índios de Mato Grosso do Sul está na faixa alta.
Em 2004 foram registrados 25 suicídios por 100 mil habitantes com mais de 60 anos. No mesmo período, a taxa entre os índios era de 98 por 100 mil. A média nacional passou de 3,9 por 100 mil em 1994 para 4,5 por 100 mil em 2004.

Entre as regiões brasileiras, o Sul é onde ocorrem mais suicídios. Em 2004, o Brasil registrou que 7.987 pessoas tiraram a própria vida. No Norte do Brasil, foram 446 casos; no Nordeste 1.644; no Sudeste, 2.967; no Sul 2.147; e no Centro-Oeste 783. Os dados do primeiro grande estudo sobre o suicídio, divulgado pelo Ministério da Saúde, contribuíram decisivamente para que o Brasil se tornasse o primeiro país da América Latina a ter uma proposta de ação nacional voltada à prevenção do suicídio por considerá-lo um problema de saúde pública.

Os números mostram que o problema atinge crianças, jovens, adultos e idosos. Do total de suicídios registrados em 2004, 103 estavam na faixa de 10 a 14 anos. Entre os jovens de 15 a 19 anos, foram 640 casos. Na faixa de 20 a 29 anos está o maior índice de suicidas: 1.946 pessoas naquele ano. Do total de pessoas que se suicidaram em 2004, os que tinham idade entre 30 e 39 anos correspondem a 1.712 pessoas. Somaram 1.459 pessoas os que tinham entre 40 e 49 anos de idade. Entre os idosos, os que tinham entre 50 e 59 anos totalizaram 600. Na faixa etária de 70 a 79 anos, 385 se suicidaram. O número caiu para 150 pessoas entre os que tinham mais de 80 anos de idade.

O estudo feito pelo Ministério da Saúde que aponta que, no ano de 2004, alguns Estados e capitais brasileiros já apresentavam taxas de suicídio comparáveis aos países com índices preocupantes. No Brasil, a taxa de mortalidade por suicídio era de 4,5 mortes por 100 mil habitantes.

De acordo com o estudo, que abrangeu o período de 1994 a 2004, o Rio Grande do Sul tinha, em 2004, a maior taxa de mortalidade masculina por suicídios do Brasil: 16,6 casos por 100 mil homens. Já entre as capitais, maior incidência foi em Macapá (AP), com 13,6 suicídios por 100 mil homens. No que diz respeito às mulheres, Mato Grosso do Sul era o Estado que apresentava as maiores taxas - 4,2 mortes por 100 mil mulheres -, e, entre as capitais, Teresina (PI), com taxa idêntica.

O estudo apurou, ainda, que, embora a mortalidade no sexo masculino seja mais elevada - de 3,7 mortes de homem para uma morte de mulher -, o aumento proporcional das taxas, de 1994 a 2004, foi maior entre o público feminino: de 24,7% para as mulheres e de 16,4% para os homens.

Conforme divulgado, em 1996, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), internacionalmente, as taxas de suicídio variam de 25 mortes por 100 mil
habitantes, nos países do Leste Europeu e Japão, até menos de dez mortes por 100 mil habitantes, na Espanha, Itália, Irlanda, Egito e Holanda.

Para o coordenador do grupo de trabalho, o psiquiatra Carlos Felipe Almeida dOliveira, a alta incidência de suicídios é um problema que pode ser evitado. "Na maioria dos casos existe psicopatologia diagnosticada e tratável", adverte.

Clique aqui para ler ou copiar os estudos do Ministério da Saúde:

Estatísticas 2004 - Arquivo Excel

Gráficos e tabelas - Arquivo em Power Point




Ranking dos Estados

Mortalidade masculina por suicídios

Taxa: 100.000 homens


1ª - Rio Grande do Sul - 16,6

2ª - Mato Grosso do Sul - 13,3

3ª - Roraima - 12,8

4ª - Amapá - 12,2

5ª - Santa Catarina - 12,0

6ª - Paraná - 10,5

7ª - Ceará - 9,6

8ª - Goiás - 9,1

9ª - Mato Grosso - 8,6

10ª - Piauí - 8,2

11ª - Minas Gerais - 7,6

12ª - Rio Grande do Norte - 7,4

13ª - Espírito Santo - 7,1

14ª - Distrito Federal - 6,6

14ª - Rondônia - 6,6

14ª - Tocantins - 6,6

15ª - São Paulo - 6,4

16ª - Sergipe - 6,1

17ª - Acre - 5,8

18ª - Pernambuco - 5,5

19ª - Amazonas - 5,3

20ª - Alagoas - 5,1

21ª - Paraíba - 4,1

22ª - Rio de Janeiro - 4,0

23ª - Bahia - 3,0

23ª - Pará - 3,0

24ª - Maranhão - 2,3



Mortalidade feminina por suicídios

Taxa/100.000 mulheres


1ª - Mato Grosso do Sul - 4,2

2ª - Rio Grande do Sul - 3,5

3ª - Goiás - 3,2

4ª - Paraná - 3,1

5ª - Mato Grosso - 3

6ª - Santa Catarina - 2,9

7ª - Tocantins - 2,8

8ª - Piauí - 2,7

9ª - Acre - 2,6

10ª - Distrito Federal - 2,4

11ª - Sergipe - 2,3

12ª - Ceará - 2,2

13ª - Minas Gerais e Espírito Santo - 2,1

14ª - Rondônia - 1,8

15ª - Roraima - 1,7

16ª - Pernambuco - 1,6

17ª - Amapá e São Paulo - 1,5

18ª - Alagoas - 1,4

19ª - Rio de Janeiro - 1,2

20ª - Pará e Paraíba - 1,1

21ª - Amazonas e Maranhão - 1

22ª - Bahia - 0,8

23ª - Rio Grande do Norte - 0,6



Ranking das capitais


Mortalidade masculina por suicídios

Taxa/100.000 homens



1ª Macapá - 13,6

2ª Boa Vista - 11,4

3ª Teresina - 10,6

4ª Campo Grande - 10,3

5ª Porto Alegre - 10,2

6ª Goiânia - 9,9

7ª Cuiabá, Fortaleza, Rio Branco - 9,5

8ª Florianópolis - 9,3

9ª Curitiba - 8,2

10ª Manaus - 7,2

11ª Brasília - 6,6

12ª Belo Horizonte -6,4

13ª Vitória, Aracaju - 6,2

14ª Maceió - 5,9

15ª São Paulo - 5,8

16ª João Pessoa - 5,7

17ª Porto Velho - 5,6

18ª Recife - 4,5

19ª Palmas - 4,4

20ª São Luis - 4,1

21ª Rio de Janeiro - 3,4

22ª Natal - 3,1

23ª Belém - 1,9

24ª Salvador - 0,7



Mortalidade feminina por suicídios

Taxa/100.000 mulheres


1ª Teresina 4,2

2ª Cuiabá 3,8

3ª Curitiba 3,3

4ª Rio Branco/ Goiânia 2,8

5ª Campo Grande / Brasília 2,4

6ª Palmas / Recife 2,2

7ª Fortaleza /Belo Horizonte 2

8ª Aracaju /Vitória/ Porto Alegre 1,9

9ª Boa Vista/Macapá 1,8

10ª Porto Velho 1,7

11ª São Paulo 1,6

12ª Manaus/João Pessoa 1,5

13ª Rio de Janeiro 1,1

14ª Florianópolis/São Luís 1

15ª Belém 0,8

16ª Salvador 0,4

17ª Natal/Maceió 0



Projeto ComViver

O Ministério da Saúde lança hoje (30/08/2006) o projeto-piloto da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio - Amigos da Vida. O projeto ComViver vai dar atenção especializada aos familiares e amigos de pessoas suicidas, com o objetivo de reduzir o impacto dos danos do suicídio nessa população fragilizada, acolhendo-os e acompanhando-os na superação do trauma. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mortes provocadas pela própria vítima interferem na saúde mental, emocional e profissional de cinco a dez pessoas mais próximas.
Nos encontros em grupo com psicólogos e psiquiatras do projeto, as pessoas atendidas também aprenderão medidas simples para afastar os riscos de suicídio dentro de casa. "No projeto, além do acolhimento e do atendimento aos familiares, as pessoas receberão indicações de como oferecer um trabalho voluntário para projetos empreendedores na área de prevenção do suicídio", afirmou o coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, o psiquiatra Carlos Felipe Almeida.

A iniciativa foi motivada pelo aumento de casos de suicídio na última década, no Brasil. A média nacional de suicídios passou de 3,9 por 100 mil em 1994 para 4,5 por 100 mil em 2004, período do levantamento do estudo do Ministério da Saúde. Com a iniciativa, inédita na América Latina, o Brasil começa a buscar soluções para o enfrentamento desse problema de saúde pública. O projeto conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e posteriormente pode ser incorporado em toda a rede do Sistema Único de Saúde.
O Ministério da Saúde disponibiliza um telefone para atendimento à população: (21) 2246-5656. Também foi lançado o site do projeto: www.projetocomviver.org.br




Mais informações:

Sonia Zaghetto

Assessoria de Imprensa da FEB Tel: (61) 3315-2509/3580

Fax: (61) 3224-5575

E-mail: imprensa@febnet.org.br



Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde

Valéria Amaral

Tel: (61) 3315-2509/3580

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Datas Importantes do Espiritismo

JANEIRO

Dia 01 de 1846
Nasce Léon Denis, em Foug, arredores de Tours, na França. Autor de várias obras espíritas. Considerado o grande filósofo da doutrina. Destacou-se como escritor, estudioso e pesquisador que ajudou a impulsionar o Espiritismo naquele país e no mundo.
Dia 01 de 1858
Lançada em Paris, França, por Allan Kardec, Codificador da Doutrina Espírita, a Revue Spirite - Revista Espírita.
Dia 01 de 1884
Fundada no Rio de Janeiro, RJ, a Federação Espírita Brasileira, por Augusto Elias da Silva e outros.
Dia 02 de 1873
Em Alençon, França, nasce a religiosa e mística Teresa de Jesus. Desencarna em Lisieux, França, em 30.09.1897.
Dia 02 de 1889
Em Botucatu, SP, nasce o médium Carmine Mirabelli. Desencarna em 30 de abril de 1951, em São Paulo,SP.
Dia 02 de 1941
Na Penha, em São Paulo, SP, fundada a Associação Espírita Bezerra de Menezes.
Dia 02 de 1949
Fundado em Blumenau-SC, o Centro Espírita Fé, Cristo e Caridade.
Dia 03 de 1945
Nos Estados Unidos, desencarna o médium Edgar Cayce. Nascido nos Estados Unidos, em 18 de março de 1877.
Dia 03 de 1952
Em Bristol, Inglaterra, desencarna Ernest W. Oaten, pioneiro espírita, companheiro de Conan Doyle. Nascido na mesma cidade, em 5 de julho de 1875
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