Saudade

    Ante o brilho da vida renascente
    Depois da névoa estranha, densa e fria,
    Surgem constelações do Novo Dia
    Muito longe da Terra descontente.

    Mundos celestes, reinos de alegria
    E impérios da beleza resplendente
    Cantam no Espaço, jubilosamente,
    Ao compasso do Amor e da Harmonia...

    Mas, ai! pobre de mim!... Ante a grandeza
    Da glória excelsa eternamente acesa
    Volvo à sombra letal do abismo fundo!

    E, esmagado de angústia e de carinho,
    Choro de amor, revendo o velho ninho
    E as aves ternas que deixei no mundo!...


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