Humildade, Amor e Luz

    Humildade, Amor e Luz
    Eis fulgente trilogia,
    Criando e desenvolvendo
    A Grande Sabedoria.

    Mas guardando o trio nobre
    Que esclarece e que redime
    Temos, em tudo, a Humildade
    Brilhando por dom sublime,

    Nessa virtude celeste
    De transcendente beleza
    É que o Céu se comunica
    Às bênçãos da natureza.

    Vê-la-eis, doce e constante,
    Presente embora e esquecida,
    Assegurando, bondosa,
    Os fundamentos da vida.

    A rocha que desprezamos,
    Sozinha, triste e inferior,
    É o braço firme da Terra
    Suportando o vale em flor.

    A fonte que chora e canta
    Batida na pedra dura
    É corrente generosa
    Transportando água mais pura.

    Os Córregos rebaixados
    Às furnas de raro acesso
    Compõe o grande rio
    Que nos garante o progresso,

    A tempestade que sofre
    Acusação e labéu
    É força que purifica
    A majestade do Céu.

    A semente pequenina
    A segregar-se no chão
    É reserva indispensável
    De paz, alegria e pão.

    O ferro que experimenta
    A pressão da forja em brasa
    Conquista graça e respeito
    Na serventia da casa.

    A lagarta rude e feia
    De mascara monstruosa
    Tece o fio primoroso
    Para a seda preciosa.

    A pedra pobre a ocultar-se
    Servindo sem descansar,
    Assegura o reconforto
    E a segurança do lar.

    O papel simples e frágil
    Quase inútil na aparência
    Recolhe as fulgurações
    Que nascem da inteligência.

    A santa simplicidade
    Em sua auréola bendita
    Conserva a gloria de Deus
    A refazer-se infinita.

    Busquemos, pois, a Humildade,
    Sob as lições de Jesus,
    E guardaremos conosco
    As bênçãos de Amor e Luz.


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