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Rua!...Rua, infeliz que me ensombraste o nome!...
Clama o pai, a rugir para a filha que implora:
“- Não me expulses, meu pai!... Temo a noite, lá fora!...”.
E ele mostra o punhal na fúria que o consome.

Voa o tempo a rolar, sem que a vida o retome...
Ele, desencarnado, ansioso e triste agora,
Traz à filha exilada o coração que chora,
Espírito a sofrer, em sede, chaga e fome.

Ela sente-lhe a dor, através da lembrança,
E dá-lhe um corpo novo, ante a luz que o descansa.
Nos fios da oração, em celeste rastilho!...

E, mais tarde, no lar que os apascente e acalma,
Ele diz: "Minha mãe, doce mãe de minhalma!...”.
E ela diz a cantar: “Deus te abençoe, meu filho!...”.


Por: Narcisa Amália, Do livro: Mãe, Médium: Francisco Cândido Xavier


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