DNA Diferente

    O simples argumento que utilizo como título da presente abordagem já é forte razão para preservarmos a vida O feto que está sendo gerado pela gravidez de qualquer mulher tem DNA diferente da mulher que o gera durante os nove meses no útero. O que indica, por si só, tratar-se de outra pessoa. O que nos impede de atentar contra referida vida, por leis morais prioritariamente.

    Mas existem outras razões. Há razões sociais, morais, de consciência, de dignidade humana, de solidariedade e mesmo de legislação de cada país. 

    Muitos poderão dizer – entre eles médicos, gestantes, familiares, ativistas pró-aborto, legisladores, maridos, namorados ou companheiros, artigos do código penal de cada país e mesmo as próprias mulheres – que o corpo pertence à mulher. É verdade. Mas a vida que pulsa no útero da mulher não lhe pertence. Eis o detalhe.

    É vida que pulsa desde a concepção e aborto é assassinato, é atentado contra a vida daquele que ainda não tem voz para gritar nem braços para se defender, exceto por razões médicas expressas – para salvar a vida da mãe –, o que, diga-se de passagem, é raro. Mesmo e inclusive nos casos de fetos anencéfalos. Não detemos o direito de matar... A vida é patrimônio inviolável.

    Há crime sempre que há transgressão à Lei de Deus, que é sempre Amor . Ora, independente de argumentos de direitos sobre o próprio corpo, liberdade pessoal e mesmo legislação humana nos países, o aborto é violência e crime contra quem não pode se defender. E toda violência é agressão à lei de amor estabelecida pelo Criador, com conseqüências variáveis para cada caso. Temos que nos respeitar mutuamente. Não há outro caminho. E esse respeito inclui gestantes, fetos e qualquer pessoa ou ser vivo do planeta.

    Melhor que possamos direcionar o comportamento no respeito à vida, pois são justamente os atos de desrespeito à vida, a indiferença com os compromissos morais, é que estão gerando a violência no planeta, entre eles o crime do aborto.

    O prazer tem limites, a indiferença moral e o desrespeito pelo semelhante custam muitas lágrimas e remorsos no futuro. Havendo gravidez, que deixemos que se consuma o nascimento, ainda que fruto de estupro, ainda que a decisão seja de doação da criança. Mas abortar nunca. As conseqüências, especialmente espirituais, são muito dolorosas. E a felicidade está na felicidade que proporcionamos aos outros, nunca no desprezo ou maldade que possamos criar com nossa imaturidade ou precipitação.

    E para quem já se envolveu com aborto no passado, por ignorância do que hoje já sabemos, nada de desespero. Direcione suas forças, suas energias e criatividade para amparar, orientar casais e crianças e desde já sua consciência começa a reconstruir o equívoco do passado.

    É que a temática ocupa nossa mídia, sendo objeto de acirradas discussões – com grupos favoráveis e contrários – na Câmara dos Deputados, visando a legalização do aborto no Brasil, devido a Projeto que tramita há mais de uma década.

    E nós que nos dizemos cristãos, ficamos indiferentes à grave decisão que o país deseja seguir? Apoiando a violência? Ou defenderemos esse patrimônio incomparável e belo que é a vida humana e que começa, no corpo, com a gestação?


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