A Incapacidade Física

    Uma tendinite, nos faz parar para analisar a vida, a nossa e a de nosso semelhante.
    Passamos tantas vezes pelas ruas, vemos cadeiras de rodas, cegos, muletas e muitas vezes desconhecemos a dor.
    A dor do próximo, que muitas vezes passa despercebida por nós, daquele que pede no semáforo,
    daqueles que nunca puderam enxergar a luz, as flores, o sol, os mares.
    Daqueles que já puderam ver, mas perderam esse dom maravilhoso.
    Aqueles que não podem sair de casa, facilmente como nós, pois não podem andar, nasceram assim ou algo os deixou assim, um acidente, uma doença ...
    É maravilhoso ter o dom de andar, para o trabalho, para um passeio.
    Como são preciosas as mãos que criam, trabalham sem cessar e muitas vezes, nem lembramos delas.
    Quantos as perderam, na sua função ou não mais as tem.
    Como deve ser difícil querer trabalhar, criar e não poder, porque muitos podem trabalhar, mas o trabalho não os desperta, só perdendo a função é que muitos irão sentir falta.
    Quantos saem em seus carros, desrespeitando a vida e quantos voltam paraplégicos.
    Vários adolescentes degradam seu corpo , no mundo dos vícios.
    Muitos deficientes não podem falar e nem ouvir, muitas vezes ignoramos ...
    Quanta deficiência, neste mundo que é de matéria e quão podemos ser falíveis e atingíveis.
    Mas nem sempre o homem pensa nisto.
    Nem sempre as autoridades, os governos fazem algo para minorar a dor destas pessoas, que também são seres humanos.
    Porém grande é a luta humana e a capacidade do homem.
    Quantos paraplégicos se tornaram atletas, quantos que perderam suas pernas, estão dando aulas afora pelos mares, carregando próteses.
    Vários tornaram-se campeões no salto, carregando uma perna protética.
    Perde-se uma função, mas o homem aprende a desenvolver outra que a compense.
    Muitos cegos sabem ler, muitos cantam, paraplégicos podem trabalhar, podem ser bons locutores, vendedores, pintores.
    Mas estão por aí afora, carregando suas dores, mas dando lições de vida, de luta, de amor.
    Porque pior que aquele que é deficiente da matéria, é aquele que tem a matéria perfeita e a destroe, no trânsito, nas drogas, na violência.
    Pior, é aquele que tem as mãos perfeitas e não podem estender a mão a seu semelhante, tem o reumatismo no espírito.
    Quantos ainda tem as usado para matar.
    Pior aquele que usa as mãos para praticar o mal ao próximo.
    Melhor se ter a deficiência da fala, que usar a fala para denegrir, desunir, degradar.
    Quantos tem pernas perfeitas e não são capazes de caminhar até aquele que sofre o frio, a fome, a dor,
    mas ficam em suas casas, lastimando a vida, reclamando de tudo e de todos, muitas vezes, criticando aqueles que estão no trabalho, ou mesmo aquele deficiente que está nas ruas trabalhando para ganhar seu sustento.
    Pior deficiente é o deficiente do espírito.
    Valorizemos o instrumento que Deus nos deu para o trabalho. Se falha-nos uma mão, temos outra, se não as temos, podemos usar as palavras para orientar, podemos caminhar até aquele que sofre mais. Uma pessoa paraplégica, se tem as mãos, podem trabalhar com elas de muitas formas, pode criar muitas coisas.
    A maior bênção que o ser humano pode conhecer, que o faz crescer sempre, é o trabalho honesto, caritativo, seja como for.
    Mas se ele não puder trabalhar, se a deficiência o limita num cárcere de dor, que entregue a Jesus a sua dor.
    Que possamos sempre agradecer as bênçãos em nossas vidas, e nunca esquecermos daqueles que tem tão menos que nós.
    Que não sejamos deficientes da alma.


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