Política Divina

    É possível estabelecer uma paralelo entre os interesses da política e os objetivos da vida humana? Quais as responsabilidades de políticos e eleitores? Como o Espiritismo encara a questão? Na base de qualquer resposta sobre tais questionamentos, é preciso convir que tudo segue uma ordenação, uma disciplina ou um planejamento prévio que indica o objetivo final de promover o progresso e o bem estar das criaturas humanas. A política é necessária, especialmente considerando o regime democrático - ideal para uma sociedade madura -, pois ela se torna responsável pela condução dos destinos de uma sociedade. Há, entretanto, que considerar-se a atuação de políticos e eleitores. 
    Os políticos, uma vez eleitos, assumem grave responsabilidade pela condução das tarefas que lhes correspondem ao cargo e responderão pelo bom ou mal uso que dele fizeram. Com os eleitores não é diferente. Uma vez que dispõe da faculdade de escolher, assumem responsabilidade pela escolha que fizeram. Ambos são, pois, cúmplices, de um mesmo processo. Traduzido isso para a coletividade, seja municipal, estadual ou nacional, há o comprometimento de ambas as partes. 
    Bom exemplo de comportamento político coerente com os propósitos da política está em Cairbar Schutel, cidadão comprometido com as causas sociais que, além de conseguir a emancipação político administrativa da cidade, foi nomeado seu 1º Intendente (cargo equivalente ao de Prefeito nos dias atuais) e muito realizou em benefício da coletividade local. Isto mesmo antes de tornar-se espírita, revelando a dignidade de seu comportamento.
    Conforme ensina O Livro dos Espíritos (questão 573), todo cidadão possui uma missão, uma tarefa, identificando-o com sua presença na sociedade em que vive. Esta tarefa pode ser resumida em três itens principais: a) Instruir os homens; b) Auxiliar-lhes o progresso e c) Melhorar suas instituições. Ora, aí está todo um programa político! Guardadas todas as devidas proporções e usando comparação numa análise com Jesus, podemos pensar sobre a enorme responsabilidade deste nobre Espírito na condução do planeta. Condução que lhe exige permanente atenção e responsabilidade. E repito, guardadas todas as devidas proporções, políticos e eleitores não estamos todos enquadrados no mesmo processo de fazer o melhor, onde estejamos? Não é nosso dever promover o desenvolvimento da sociedade, criando mecanismos que amparem as demais criaturas humanas? Sejam crianças, jovens, homens e mulheres maduras ou idosos, não é um dever individual e coletivo promover o progresso e o amparo mútuo de todos?
    Ora, para que serviria então a Política? Se for usada para interesses pessoais, de grupos ou que estejam distantes do interesse coletivo, já desviou-se de seu objetivo e denota a presença do orgulho, do egoísmo, desfigurando sua razão de ser... O objetivo de políticos eleitos ou de eleitores que escolhem seus candidatos deve ser sempre o do progresso, do bem estar coletivo. Em nosso caso nacional, com as eleições diretas, já temos responsabilidade imediata nos caminhos que virão.


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