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Festa... Fulge o solar... Um jovem tange a lira,
Desfere uma canção de dolorosa espera...
E Joana, a castelã, que no amor se lhe dera,
Surge, escarnece dele e por outro suspira.

Mata-se o pobre moço ante a moça insincera.
Ele sofre no além, ela esquece, delira,
E a iludir-se e enganar, de mentira em mentira,
Um dia encontra a morte e a vida se lhe altera...

Encontrando na treva o companheiro em prova,
Aflita, a castelã quis dar-lhe vida nova
E fez-se humilde mãe, sem proteção, sem brilho...

Hoje carrega ao peito um filho cego e louco,
Arrasta-se, padece e morre, pouco a pouco,
Mas repete feliz: “ah! Meu filho!... Meu filho!...”


Por: Silva Ramos, Do livro: Encontro de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier


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